terça-feira, 18 de outubro de 2011

A FORMAÇÃO MUSICAL DE UMA CRIANÇA




  
A ideia do Blog surgiu na sala de aula, onde passo 40 horas da minha semana. Se concretizou com a minha licença maternidade, onde entre uma soneca e outra, pude botar todas as letrinhas no papel. E agora, entre um universo e outro, fico pensando em todas as coisas que devem ser feitas. Mas em primeiro lugar, penso em meu filho.
   Esse final de semana, depois de muito tempo, saí de casa para ter conversa de adultos. E com adultos. Mas, para minha surpresa, ao invés de me sentir de volta ao meu mundo e falar sobre intelectualidades banais, me senti completamente deslocada. Não só deslocada, afinal, estava em um novo círculo de amizades; mas me senti ignorante. Burra mesmo.
Eu cantando “sapo cururu” enquanto os grandes intelectuais com quem conversava, contavam que cantavam Vinícius e Chico para seus filhos. Não que o “sapo” não tenha seu valor. Mas me lembrei da minha infância. Aquela época da televisão que produzia grandes especiais voltados para o público infantil.
   Sorte minha, que cresci escutando um barbudo cantando Carimbador Maluco em Pluct, Plact, Zuuuum... Agora, imagina um musical escrito por Vinícius de Moraes e Toquinho, com artistas como Ney Matogrosso, Alceu Valença, Elis Regina e Marina? Pois é, isso um dia já aconteceu. 
    Lp's lançados com música de verdade e a criançada tomava gosto pela música. E música boa. De qualidade. Sem ter que ficar rebolando ou pulando que nem macaco. Marcos Valle com “Alegria da Vida” da Vila Sésamo, Gilberto Gil e sua “marmelada de banana” no Sítio. Sem falar de tudo que o Vinícius, o MPB4, o Chico e tantos outros que se dedicaram ao universo infantil. E tem muita gente boa que hoje faz coisa boa: Edgar Scandurra e Arnaldo Antunes com o Pequeno Cidadão, Pato Fu com o musica de brinquedo, Palavra Cantada, etc.
   Esse final de semana me dei conta de meu instinto materno nasceu na marra. E nasceu a moda antiga. Sou uma mãe antiga. Mas não quero privar meu filho de boas coisas por causa da minha matrona ignorância. Quero que ele tenha bom gosto. E que tenha discernimento para fazer boas escolhas. Inclusive as musicais. Afinal, estamos num mundo cercado de Festas no Apê e prefiro que meu filho fique na boa companhia de boêmios dos anos 40...

Ps – Nunca vou abandonar as musicas infantis (nem o Atirei o Pau no Gato que tantos consideram "errada") porque criança tem que ser CRIANÇA.
Ah...já fica a dica de um belo filme: “A Educação de Pequena Árvore”.

2 comentários:

  1. Dai, muito prazer em lhe conhecer e ler seus textos, a honestidade, a sensibilidade de mãe recente, de moça valente, são preciosas qualidades dos seus escritos, muito agradáveis. E me identifiquei, aqui, com a turma da velha guarda, da qual sou membro ativo, que educou musicalmente seus filhos com o Clube da Esquina, Chico e Lulu Santos, que foi o meu caso - Mari dormia sorrindo com "Paisagem da Janela Lateral", Carol sonhava com "João e Maria" e o João Pedro achava que o mundo era "Tudo Azul, Adão e Eva no Paraíso" e o amor da família toda em volta deles. Hoje vejo com alegria que isso se repete com meus netos, 3, as duas guriazinhas Clara e Olívia foram recebidas pela mãe com Elis e o Miguel com o sol se abrindo na voz da Ivete...
    E uma dica, além das músicas infantis tradicionais, claro que o pau no gato tem que estar também, aguarda pra ver quando você e seu bebê começarem a compartilhar as músicas de Natal, que é outro momento brilhante e inesquecível no coração de qualquer mãe! Um abraço...

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  2. Amei seu blog.Volta e meia quando sobra um tempinho eu leio.Em especial gostei deste post. *-*
    Também estou acompanhando profª :D

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